quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Caro Amigo

Todos nós temos um artista escondidinho bem no fundo da alma. Quem nunca rabiscou uns poemas? Ou fez esculturas com purê de batata? Ou cantou no banheiro? Quem nunca sentiu que poderia ter uma alma artística?

Meu avô sentiu! Desde jovem o colocaram pra estudar música, mas o sonho de se tornar famoso acabou quando o seu pai quebrou o violino na cabeça dele. Depois, tornou-se soldador. Profissão que exerceu a vida toda. Mas, como sempre gostou de música, apresentava-se como baterista, aos fins de semana, tocando em bailes.

Os bailes acabaram. Seus dotes artísticos não. Dessa vez, saiu-se escultor. Unindo uma enorme imaginação às técnicas de solda, ele se pôs a criar figuras longilíneas com movimentos graciosos; algumas vezes retratando o cotidiano, em outras, momentos históricos. Participou de várias exposições. Se não teve o reconhecimento merecido, ao menos alcançou a realização pessoal e a admiração dos que conheceram seu trabalho.

Ture, soldador-escultor: as mãos calejadas e queimadas torneando curvas delicadas, dando forma aos sonhos de operário.


Com carinho. Yara.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Caro Amigo


Esta foto é de um belo ipê-roxo que eu via da janela da minha casa. Via. Já não existe mais...É uma pena ver a natureza ser destruída desse jeito. E o pior é que o ser humano só vai se dar conta do que está fazendo quando não houver mais jeito de consertar tantos erros.

No seu bairro há muitas árvores, meu amigo? Você já plantou alguma? Eu já plantei um gracioso manacá! Que tal plantar uma mudinha de alguma árvore frutífera neste 21 de setembro, Dia da Árvore? Enquanto é tempo...

Um abraço. Yara.

domingo, 13 de setembro de 2009

Caro Amigo

Hoje em dia entendemos por 'banda' um grupo de jovens músicos que toca geralmente rock. Há muitos anos, acompanhando Chico Buarque, víamos a Banda passar: um bumbo, uma tuba, um trombone, pratos e um trompete. Há muitos, mas muitos anos, ouviam-se as 'grandes bandas' (ou big bands), que tocavam nos salões de baile.

Meu avô tocava em uma dessas bandas. Idos de 50. Não era como a de Glenn Miller, mas a banda tinha nome e até posava para foto! Apresentava-se no Odeon, em São Bernardo. Depois, com outra banda, meu avô tocava no Clube XX de Setembro, ou 'Vinte', como era conhecida a pequena casa onde o pessoal do bairro se encontrava para dançar ao som de boleros, mambos, valsas. O Vinte localizava-se na 'Área Verde', onde hoje há uma lanchonete de uma rede de fast food...

Meu avô era o baterista. Comandava o ritmo da música e do próprio baile quando, com seu jeito brincalhão, trocava a letra das canções. Era lá, sobre o palco, que ele tinha seu momento de glória! A baqueta em forma de vassourinha chiava malandramente na caixa; o pé cadenciado no pedal e o prato 'cantando' com seu entusiasmo. A festa pulsava ao ritmo do seu coração. Se havia quem amasse a vida, esse alguém era ele.

Da bateria, ele apreciava o movimento do salão: os 'lances' dados pelos quitutes a serem degustados durante a noite; a gentileza dos cavalheiros em nunca deixar uma dama no meio do salão; os rapazes que vinham do Centro e ficavam admirando o baile através das janelas; as brigas que haviam quando um rapaz do Centro 'mexia' com uma moça do bairro (e meu avô: "Continuem tocando, não parem!").

Tudo isso em um ambiente familiar, pois famílias inteiras saíam aos sábados à noite para se divertirem juntas. Outros tempos...


"...Mas para meu desencanto, o que era doce acabou. Tudo tomou seu lugar, depois que a banda passou. E cada qual no seu canto, em cada canto uma dor. Depois da banda passar, cantando coisas de amor..."
Com carinho, Yara.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Caro Amigo

Se você viveu sua infância na década de 70 certamente se lembrará dos Almanaques Disney. Havia o Almanaque do Tio Patinhas (com a moedinha), dos Escoteiros (com os sobrinhos do Donald), da Vovó Donalda. Eram cheios de dicas, brincadeiras, jogos e muita história:






Um abraço. Yara.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Caro Amigo

Você é do tempo da vitrola? Disco de vinil? Acabavam todos riscados. E quando 'pulavam'? Guardei minha coleção dos disquinhos da Disney (pena que os livros que os acompanhavam se perderam na mudança...),da Philips e alguns outros. Todos 'compactos' ( a bolachinha, não o bolachão).

Este, da coleção Disquinho, tinha músicas do Braguinha.
E eram coloridos!
Os outros títulos da coleção:
A letra das canções:
Me lembro das canções destes disquinhos até hoje:
E que vozes tinham os narradores!
Vila Sésamo: de um lado 'Cinto de inutilidades', do outro 'Alegria da Vila':
Um abraço. Yara.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Caro Amigo

Quem nunca colecionou figurinha? Você se lembra daquelas figurinhas de futebol carimbadas? Jogava 'bafo' com as repetidas? E quando só faltava uma pra completar o álbum? Chegou a usar cola feita de farinha e água?

Beijos. Yara.